TEOREMA*


Os números sempre me fascinaram. Digo números e não a matemática posto que resolver cálculos algébricos, equações e teoremas, para mim, é como desenhar com um lápis quebrado – o abstracionismo das fórmulas deixa marcas indeléveis na folha, porém não me permite ver o resultado dessas figuras do pensamento lógico. Minha fixação por números parece ter tido início quando ia para a aula, aos seis anos, e contava a quantidade de passos que havia entre onde morava e o portão da EEPG Marina Cintra, na rua D. Antonia de Queiroz. Durante a aula de matemática, por indisciplina, costumava ficar de castigo, virado com a cara para a lousa. Na ocasião, levava um anel com uma pedra vermelha, através da qual via refletida as carteiras, os alunos e a professora desfigurados na geometria do meu dedo médio.

Passaram-se os anos e continuei contando compulsivamente. Contava os azulejos dos banheiros, multiplicando os da vertical com os da horizontal, enquanto aguardava a flora intestinal subtrair as refeições da semana e somá-las ao vaso.

Na adolescência, durante o percurso de ônibus de casa para o trabalho – aos 12 comecei a fazer bico numa farmácia e numa banca de jornal, que ficavam na esquina da Major Sertório com a Amaral Gurgel, na Vila Buarque, e aos 14 arranjei meu primeiro emprego como estoquista numa loja de calçados femininos na Joao Cachoeira, no Itaim Bibi -, para descansar os olhos da leitura dos livros que pegava na biblioteca, me distraia calculando os números das placas dos automóveis que via circulando pelas ruas. Tomava como referência o ano presente – eram os idos de 1988 – e, conforme os números das placas, somava ou diminuía: se a placa fosse 0345, então fazia a conta de quantos anos faltavam até 1988; se fosse 4392, processava a quantidade de anos já transcorridos após 1988. Carro após carro, eu ia, num piscar de olhos, adicionando e subtraindo. Com o tempo, a automatização do pensamento dirigia os números como se não houvesse condutor.

Muito antes de assistir ao filme 23, estrelado por Jim Carry, vivenciei uma situação semelhante com o temido número 13. Contava com 21 anos, estava desempregado, por opção própria, porém as contas vencidas me impeliam em busca de uma ocupação remunerada. Então, lá fui percorrer a Via Crucis de entrevistas. Nesse dia, de manhã à noite, durante várias vezes deparei-me com o número propriamente dito, assim como suas variações em forma de soma – por exemplo, um dos locais em que estive, o colégio Mackenzie, tinha como número de rua 85 (8+5=13). O momento mais surpreendente deu-se quando, já cansado de percorrer a cidade para participar de seleções, resolvi terminar a maratona na Biblioteca Mário de Andrade e relaxar lendo algo. No guarda-volumes recebi a ficha de número 13. Até então não me havia dado conta da continuidade do fenômeno. Solicitei um livro sobre tarô – naquela época não existia circulante, as obras eram somente para consulta e ficavam guardadas num andar superior, sendo preciso aguardar o pedido descer de elevador. Já com o pequeno volume em mãos, com o marca-páginas numerado (13) para identificar o solicitante, dirigi-me para a mesa (13) que correspondia à ficha que havia recebido na entrada. O desfecho dessa sincronicidade de eventos repetitivos culminou quando abri a página em que se encontrava o marcador: a do capítulo da carta 13, A Morte.

Se não houvesse estudado simbologia, a loucura teria tomado conta de mim. Respirei fundo e entendi que precisava passar por uma transformação, por um rito de passagem simbolizado por aquele número. Seria o nascimento de um novo eu. E foi o que aconteceu nos meses seguintes.

A título de curiosidade, o número 4 (四 sì) na China não é bem quisto por ter a pronúncia semelhante ao da palavra morte (死 sǐ), portanto em alguns edifícios os andares que possuem o número 4 (4, 14, 24, etc) não existem. Os telefones que têm esse dígito são vendidos mais baratos devido à sua forte rejeição. Sabendo disso, nunca presenteie nenhum chinês com algo que tenha quatro. E retornando ao 13, para enterrar de vez o Jason, se somarmos 1+3 teremos um tenebroso 4 a cintilar feito a lâmina de um punhal*.

A vida imita a arte. E a arte recria a vida. Como num conto de Pirandello, em que uma personagem busca desesperadamente por um autor para assumir as rédeas de sua existência, Polavro Nômero veio ao meu encontro para que fosse a estrela de uma história infantil que viria a escrever, quando tinha vinte e poucos anos. Dona Palavra e o Senhor Número casaram-se e tiveram um filho que era formado por letras – o corpo – e algarismos – a cabeça. O livro foi rejeitado pela Companhia das Letrinhas e agora jaz em alguma gaveta do além**.

Todos temos um número da sorte ou do destino. O meu é o sete. A minha data de nascimento se somada resulta nesse distinto cavalheiro cabalístico. A primeira letra de meu nome (G) corresponde ao dito cujo. As letras de meu primeiro e segundo nome (GILSON793165 ROBERTO9625926) desdobram-se em 70(7+0=7). Os números de meu RG cabalmente se acabam num bacanal de 7, assim como o meu passaporte anterior (**070927=7+2+0+7+0+9+2+7=34=3+4=7) e o atual. Mesmo o número de celular, que não tem nenhum número 7, resolveu entrar nessa ciranda. Não posto aqui para evitar ser importunado por algum “treze” que certamente vai me ligar sem parar.  Muitas vezes, os quartos em que me hospedo em hotéis também vêm assombrados por esse indivíduo setênico. Como escreveria Machado(4138145=25=2+5=7) – até tu Machado! -, “lembra-me” que certa feita, durante uma viagem de negócios, hospedei-me no quarto 705 do hotel Ramada, em Guangzhou, e, logo em seguida, no 507 do Howard Johnson de Xangai. Recentemente, mudei-me de casa e os três números da porta do novo apartamento são setemente o resultado de alguma peça que um duende de sete pernas está tentando pregar em mim. E procurando sarna para me coçar, contei 17 degraus para cada andar do prédio. Moro no 21.°(7+7+7=21). É, já está na hora de me internar***.

*Teorema: (Do grego theórema, «assunto de estudo», pelo latim theorēma, «idem»)

**Em xangainês, chamar alguém de 13 é referir-se à pessoa como boba, imbecil, estúpida.

***Mais uma história que tem implicitamente o número sete. Agora, neste contexto, após tantos anos, acabei de perceber o sentido para O BICHO-PAPÃO DE SETE CABEÇAS: https://gilsonrosa.net/2010/02/15/o-bicho-papao-de-sete-cabecas/

****A soma das letras da palavra sete (1525) é treze. E por falar nele, agora a pouco, quando abri a porta de casa, para vir publicar a presente crônica, percebi que o elevador estava parado no 13.° andar. Para a situação não ficar com um esgar tragicômico, outro dia jantei com um amigo de longa data e comentei sobre as coincidências do sete em minha vida – não preciso mencionar qual era o número da mesa na qual ele me esperava quando cheguei. Sem pestanejar, ele disse que era o seu número da sorte e mencionou duas palavras que têm sete letras: RIQUEZA e FORTUNA.

ATUALIZAÇÃO (18/012017):

Ontem, foi um dia especial, junto a um querido amigo, Marcio Gerep, que conheço há mais de dez anos. Nos encontramos poucas vezes, mas sempre que marcamos algo, passamos horas conversando sobre idiomas, especialmente o mandarim, e suas idiossincrasias. Embora tenha a engenharia como formação, as línguas do mundo têm uma sólida e matemática influência em seus 72 anos de vida.
Filho de tchecos e nascido em Minas, circustancialmente, carrega fortes traços da personalidade mineira – o judeu caipira – para fazer negócios e viver com discrição. Constatei de seus relatos – que qualquer um suspeitaria serem “causos” elaborados por uma mente mirabolante – uma mediunidade latente e inconsciente. Um dia transcrevo em meu blog suas histórias e receitas de pílulas do conhecimento de almanaque.
Os fatos que ocorreram, ontem, foram pura sincronicidade com tons de teledramaturgia da Globo. Caso obtenha autorização para escrever sobre o assunto, volto a tratar do tema.
Agora, fazendo jus ao artigo Teorema, no qual descrevo as coincidências do número 7 em minha vida, os fenômenos sincronísticos de ontem não poderiam ter uma data mais simbólica: 17/01/2017 – que ocorrerem por volta das 17:17:17. Se somarmos essa sequência de números (17/01/2017+17:17:17), o resultado seria 106=7.

“Você está na China, agora”

Ontem, num grupo de tradutores-intérpretes que criei no WeChat, popular app chinês  de troca de mensagem instantânea e microblog, que pertence à gigante Tencent, li a seguinte mensagem:

Trata-se de um comunicado da polícia de Shenzhen, cidade da província de Guangdong, aos estrangeiros que residem ou estão de passagem pelo país. Solicita-se que todos os estrangeiros, não importa quem seja nem de onde venha, se registrem no departamento de polícia mais próximo de sua residência. Quem não o fizer, estará sujeito à multa de 2000 RMBs (USD305), posto que em breve terá início uma operação de busca por estrangeiros omissos. O prazo para apresentar-se às autoridades é de uma semana.


Hoje em dia, não é aconselhável correr esse risco. Se você viajar à China, seja a negócios ou a turismo, vale lembrar que se você não estiver hospedado num hotel ou albergue – que automaticamente envia suas informações para o departamento de imigração -, é imprescindível que você se apresente à policial local para cumprir os procedimentos exigidos pelo governo chinês.


Em alguns lugares, a polícia vai na casa verificar quais são os hóspedes que não têm registro. Portanto, evite transtornos e prejuízos.

Wi-Fi de Bolso

Viajar e manter-se conectado, não importa se se trata de uma viagem de negócios ou turística, nos permite compartilhar em tempo real os eventos dos quais estamos participando e disfrutando. 


Em vários aeroportos, pelo mundo, podemos encontrar quiosques e lojas que alugam aparelhos de Wi-Fi de bolso. O aeroporto de Pudong e o de Hongqiao, em Xangai, assim como em demais principais cidades da China, possuem esse tipo de serviço. Se você viaja com frequência, recomendo adquirir um aparelho desses. 

Sempre que recebo clientes, que vão à China em viagem de negócios, costumo ter um à disposição deles. Muitas vezes, a conexão desses aparelhos é melhor do que a do próprio hotel. Lembro-me, certa vez, de estar na estrada, em algum lugar da cidade de Yantai, na província de Shandong, no norte do país – meu chip de internet era de Xangai -, e ambas as pessoas que assessorava conseguirem ligar via Skype, sem enfrentarem problema algum de conexão. Enquanto isso, eu finalizava a compra de três passagens de avião, utilizando a mesma rede.

Em Xangai, há três ou quatro operadoras telefônicas, porém as duas mais fortes e com melhores serviços são a China Mobile e a China Unicom. Sou assinante da primeira há anos. Confesso que ela demorou um pouco para modernizar o serviço 4G. Porém para os aparelhos de Wi-Fi, recomendo comprar um sim-card da segunda. Na China, há chips somente para navegação. Os valores e duração do pacote variam entre 300 RMBs (45USD/3 meses), 600 RMBs (95USD/6 meses) e 1000 RMBs (150USD/1 ano). O pacote de três meses, para mim, dura 15 dias, posto que sempre estou na estrada e conectado o tempo todo. Se você usar modicamente (com economia), poderá navegar até expirar o chip. No ano passado, atendi a dois clientes que conseguiam terminar com os créditos em apenas dois dias. A culpa era da transferência de vídeos e fotos via WhatsApp. O ritmo era frenético pelo visto.

Na sua próxima viagem à China, caso passe por Pequim, Xangai, Guangzhou, Shenzhen ou Hong Kong, procure um shopping de eletrônicos e saia munido com um aparelhinho de internet. A marca que tem me acompanhado por todos esses anos é a Huawei. Abaixo, seguem fotos de dois modelos:


Como pode ser visto na seguinte foto, o aparelho dispõe de um nome de rede e senha especiais, que vêm colados na tampinha do dispositivo. Você pode configurá-los (o nome da rede e senha) ao conectar a um computador. Customizo a minha rede com o nome de A Lira do Mercador Chinês. Você pode fazer o mesmo, colocando o nome de sua empresa. Desta maneira, pode-se divulgar a própria marcar e impressionar seus fornecedores e clientes.


Em Xangai, você pode comprar o seu no Shopping da Bola: 美罗城徐家汇 (MetroCity da Xujiahui), linha 1, saída 10 do metrô Xujiahui, escadas do lado esquerdo.

Nas Alturas de Xangai

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Visitar Xangai é um convite não só para perder-se pelos becos e ruelas da cidade, repletos de roupas penduradas nas janelas, ou tentar desviar-se de bicicletas que brotam sem parar de todas as direções, ou descansar os olhos no grupo de idosas que se exercitam energicamente, enquanto outro grupo desacelera o tempo com seus movimentos de Taichi, mas subir às alturas e pairar em meio à eterna e nebulosa camada gris que circunda os arranha-céus que essa glamourosa metrópole asiática semeou como modelo urbano, diante de um país outrora basicamente agricultural.

Esquadrinhando a geometria de Xangai

Situado a leste do Rio Huangpu – o qual divide a cidade em Puxi (à oeste de Pu) e Pudong (à leste de Pu) -, o centro financeiro de Xangai espraia-se verticalmente pelas ruas da região de Lujiazui. Ali, é possível identificar o cenário de alguns filmes hollywoodianos como Missão Impossível 3, onde Tom Cruise salta do alto do prédio do Bank of China e desliza sobre uma rampa de vidro destilando pura adrenalina. O filme Ela, de Spike Jonze, diretor de Quem Quer Ser John Malkovich, também foi rodado naquele local.

Figurante no filme Ela, de Spike Jonze

Cena do filme Ela, de Spike Jonze: apareço caminhando do lado esquerdo do ator Joaquín Phoenix.


Mais um detalhe da cena do filme Ela, rodado em Xangai, em 2012.

Minha irmã como figurante do filme Ela, do diretor Spike Jonze

 

Conhecido como Abridor de Garrafas, o SWFC (Shanghai World Financial Center) é um ícone arquitetônico entre os arranha-céus da Ásia. No projeto original, cujo principal investidor era a  empresa japonesa Mori Building Corporation, o SWFC tinha sido desenhado para ter um círculo no topo, por onde o sol passaria ao se por, remetendo à bandeira do Japão.  O governo chinês, que tem rixa com o japonês, por conta do Massacre de Nanquim, ocorrido durante a segunda Guerra Sino-Nipônica, entre os idos de 37 e 38, ao tomar conhecimento de tal fato, ordenou que mudassem o desenho do edifício. O que transformou o SWFC num enorme abridor de garrafas a céu aberto.

Para visitar o SWFC, pode-se chegar de metrô, linha 2, estação Lujiazui. O ingresso para se ter acesso ao topo do prédio, que fica no 100.o andar, custa 150 RMBs (R$80) e horas de fila. O chão desse suspenso miradouro é de vidro, o que requer coragem para circular por lá sem ser acometido por uma crise de vertigem.

Para os que têm crias de escorpiões nos bolsos, aconselho um passeio mais divertido e econômico, como atravessar de balsa, a partir do The Bund, para chegar ao local que ficou conhecido como a Cidade dos Jetsons, por lembrar o cenário futurístico desse famoso desenho dos anos 60. Se você for no mês de setembro, a melhor época do ano, aproveite ao máximo o tíbio sol que entorna belos entardeceres por sobre a sedutora e esguia silhueta das paisagens outonais de Xangai. O restaurante 100 Century Avenue, no 90.o, e o Hotel Park Hyatt, no 87.o, oferecem belas imagens de Xangai na faixa. Bem, tudo vai depender do grau de óleo de peroba que você usa. Mas se você sentir-se constrangido(a), a opção mais barata do menu do bar, um bulezinho de chà, vai lhe causar, no bolso, não mais que uma pequena e imperceptível ferida de 9 dólares (R$31).

Conseguir entrar no SWFC e localizar o caminho para os elevadores, que o levarão ao 100 Century Avenue, é meio labiríntico. Portanto, informe-se na portaria. Caso seu inglês não seja tão bom para isso, a melhor maneira para encontrar o fio de Ariadne é pela lateral do edifício, na Dongtai Rd., logo após a entrada do observatório –  como pode ser visto na foto dois, abaixo; próximo do Santana verde, do lado esquerdo é a recepção do Park Hyatt.

Para finalizar esse passeio pelos céus de Xangai, compartilho umas de minhas fotos favoritas que fiz perambulando pelos entornos de Puxi e Pudong.

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P.S.: texto concebido durante o curso Travel-Writer, entre 9-13 de maio, ministrado por Zizo Asnis, autor da série de guias O Viajante.

As Esquinas dos Recônditos Escombros do Ser

A noite aponta-me um 38 rente à nuca e dispara o medo que me traspassa os miolos, ricocheteia pelas entranhas do breu a lançar um grito lancinante que mancha a lua cheia de taciturno pavor. Fujo dos pardos respingos que a lua lança sobre mim. Na esquina, faíscas crepitam num intenso frenesi até que a pedra evapora-se e dissolve as ânsias, náuseas e dores existências que atormentam a mente.

Desvencilho-me da escuridão que alcochoa no chão um grupo de africanos ou haitianos refugiados, abrigados pelo relento, à porta do albergue que somente durante o dia os acolhe. Desnorteado, dirijo-me aos meios-fios repletos de luz da Paulista. O amanhecer se achega junto ao passo de quem madruga para exercitar-se, acelerando a manhã que se desoxida a plenos pulmões. 

As grafites outrora espalhadas pelas paredes e muros da cidade se estendem sobre a pele do paulistano. Para não dizer, na pele do brasileiro. Tatuar-se está na moda. Assim observo e reflito sobre os corpos-aquarelas que transpiram expostos e a despertar o domingo. 

Enquanto o sol expande o dia, aperto o passo e  corro para debaixo dos lençóis, onde as horas se outonam e desfolham o tempo como um existir entre brisas.

   
    
 

O prazer reprimido 

   
 Comer com a boca aberta sempre pareceu-me um vandalismo contra a civilidade, um pertencer à categoria dos cavalos. Desprezava e ainda condeno tal comportamento ante a mesa, mas primeiro fui averiguar o prazer proporcionado a quem se aventura nessas rudes terras do paladar.

Assim como quem degusta vinho, ao se airar a boca, consegue-se sentir com mais intensidade o sabor do líquido que Bacco consagrou. O mesmo ocorre com a comida. Ao se mastigar, todos os sabores do alimento se abrem ao paladar. Faça o teste. Você sentirá um novo conceito de degustação aflorar entre seus lábios. Continuo com os sabores reprimidos, no entanto descobri por conta própria o porque daqueles mastigares conturbantes.